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Simples Nacional · Fluxo de caixa

Simples Nacional: em 2027 o imposto vence antes de o cliente pagar

Publicado em 11 de setembro de 2026 Leitura de 2 min Por Barcelos & Bernardes
Fim do regime de caixa no Simples Nacional a partir de 2027
Resolução CGSN nº 190/2026 revogou os dispositivos da Resolução CGSN nº 140/2018 que permitiam a opção pelo regime de caixa.

Uma mudança discreta na regulamentação do Simples Nacional vai mexer com o caixa de quem vende a prazo. A Resolução CGSN nº 190/2026 revogou os dispositivos da Resolução CGSN nº 140/2018 que permitiam a opção pelo regime de caixa (art. 16, § 1º; arts. 19 e 20; arts. 77 e 78). A partir de 1º de janeiro de 2027, a receita bruta entra na apuração pelo regime de competência: conta o mês do faturamento, não o do recebimento.

Prazo: a regra vale para as receitas a partir de 01/01/2027. O planejamento — política de prazos, reserva de caixa e renegociação com clientes — precisa acontecer no 4º trimestre de 2026.

O que muda, com exemplo

Hoje, quem optou pelo regime de caixa inclui a venda na base do DAS no mês em que o cliente paga. Em 2027, uma venda faturada em janeiro entra na apuração de janeiro, com DAS vencendo em fevereiro — mesmo que o cliente só pague em março. Para uma empresa que vende com 60 dias de prazo, isso significa financiar o imposto por dois meses com recursos próprios.

Quem sente mais

Comércio atacadista e indústria que vendem a prazo, prestadores de serviço com contratos de pagamento parcelado e qualquer empresa com inadimplência relevante: no regime de competência, a venda não recebida continua tributada até que se comprove o cancelamento nos termos da legislação. Quem vende à vista, no cartão de débito ou no PIX, praticamente não sente a mudança — o problema é proporcional ao prazo médio de recebimento e ao volume de parcelamento próprio.

O que isso significa para a sua empresa

A leitura da Barcelos & Bernardes

Nas próximas semanas vamos apresentar, para cada cliente do Simples que vende a prazo, a projeção do DAS de 2027 no regime de competência ao lado do que ele paga hoje — e as três alavancas que reduzem o impacto: prazo médio de recebimento, preço da venda parcelada e reserva de caixa. Se a sua empresa é do Simples e fatura para receber depois, essa conversa precisa acontecer antes de dezembro.

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